SeixalJazz 2017 encerra com chave de ouro

D

ificilmente seria possível eleger um nome mais abrangente do que Lee Konitz para fechar a 18.ª edição do SeixalJazz. O saxofonista norte-americano é um histórico da música improvisada e atua no Fórum Cultural do Seixal este sábado, dia 28, a partir das 22 horas.

Natural de Chicago, é um dos mais criativos e prolíficos intérpretes do jazz moderno. Nome incontornável da história do jazz e detentor de uma imensa discografia, gravou para as principais editoras e tocou com quase todos os grandes intérpretes: Dave Brubeck, Ornette Coleman, Charles Mingus, Lennie Tristano, Gerry Mulligan ou Elvin Jones, entre outros.

Liderou várias formações, gravou a solo e partilhou o estúdio em duetos de grande relevo. A sua longa carreira atravessou todos os estilos do jazz, dos quais foi elemento ativo: bebop, cool e avant garde.

Na década de 1940, criou o som cool no saxofone com Warne Marsh e o pianista Lennie Tristano. Esta fase culminaria com a sua participação na gravação do álbum «Birth of the Cool», de Miles Davis. Pela Prestige, editou o primeiro trabalho como líder, «Subconscious-Lee».

Este ano, com seis décadas de carreira e 90 anos de idade, Konitz voltou a surpreender na sua primeira gravação para a editora Impulse, «Frescalalto», com o trio do pianista Kenny Barron. 

Konitz mostra uma energia e capacidade de improvisação mais vivas que nunca. As improvisações de temas clássicos e de composições próprias e as partes vocalizadas em scatting surpreenderam toda a crítica, que se rendeu a este trabalho.